quinta-feira, 10 de março de 2011

" O TRÂNSITO E SEUS PROBLEMAS "

E o homem criou a roda e viu que ela era boa. Tomado de alegria infantil, fez o objeto de sua criação rolar.
Seguiu com os olhos sonhadores, procurando antever o que poderia fazer com a roda dentro de seu pequeno mundo e das sua limitadas possibilidades. Até onde se supõe, esses sonhos vieram à cabeça de um homem que há cinco mil anos viveu em Ur, na Mesopotâmia. Naquela época, tais sonhos não poderiam ter ido muito longe, nem avaliadas todas as consequências que daí adviriam.Não se poderiam, nem mesmo por uma absurda hipótese, formular os primeiros problemas que surgiriam, séculos mais tardes, no Egito, e depois na Grécia e em Roma, onde pequenos veículos de duas rotas, puxados por cavalos, chegariam a desenvolver velocidades fantásticas para época, acarretando todos os perigos a ela inerentes.
Já no primeiro século antes de Cristo, o congestionamento era uma característica do tráfego em Roma. Um dos primeiros atos de Júlio César, ao tomar o poder, foi banir o tráfego de rodas do centro de Roma durante o dia. Logo após, Adriano limitou o número total de carruagens que poderia entrar na cidade.

Os grandes problemas com o transito surgiram com o aparecimento da diligencia no século XVII, e depois com o automóvel, no século XIX. Em 1895 surgiu o primeiro automóvel, e , na tarde de 1899, morreu em Nova Yorque nos Estados Unidos, o primeiro homem vítima de acidente automobilístico.

“E um dia será possível construir veículo

sem ser puxado por animal, mas propelido
Por uma FORÇA INIMAGINÁVEL.“
Roger Bacon 1219- 1292


E o fenômeno de aglomeração humana permanece ainda hoje, com intensidade sempre crescente, numa velocidade comparável a dos veículos modernos e num volume muito superior ao da produção de carros. E é neste três fatores que residem todas as dificuldades do transito: a aglomeração humana, a velocidade dos veículos entendida como luta contra o relógio e no crescente aumento de veículos.
Apesar de os problemas de transito decorrerem desses três fatores, quem cuida deles não pode alterar muito menos paralisar os veículos ou sua produção, nem evitar a locomoção humana, sob pena de impedir o progresso. Daí se pode ter uma pálida ideia do que é preciso fazer: tirar dos meios avançados recursos técnicos as soluções para inúmeros casos, sem tocar nas fontes dos problemas.
O mais grave dos problemas é, sem dúvida alguma, o da aglomeração humana.
A reunião dos homens, que acaba por transformar lugarejos em grandes cidades, nada mais é do que uma reunião para lutar pela sobrevivência e prover a existência e recursos cada vez melhores.
A medida que tais objetivos são alcançados, mais homens vão sendo atraídos pelo fascínio da grande cidade.(Estatísticas revelam que no máximo daqui a 60 anos somente 1% da população estará vivendo em zonas rurais.). È quando se começa a perceber que, se a união traz vantagens, o excesso provoca problemas de toda espécie.
Pessoal do comércio, industria, serviços diversos, instituições, transportes, comunicações e outras tantas atividades deve dividir entre si a limitada área da grande cidade.
Para ligar tudo e todos é preciso haver ruas, avenidas e estradas, cujo leito é limitado pela falta de espaço.As áreas das grandes cidades, por outro lado, são disputadas por valor econômico inflacionado pela necessidade de espaço.
Disso reluta a extrema complexidade dos sistemas viários: ruas, avenidas que se cruzam inúmeros pontos, criando uma balbúrdia infernal e ensurdecedora.
Realmente, a necessidade de transporte rápido de pessoas e de mercadorias é ponto de fundamental importância econômica. Essa necessidade determina a criação constante de veículos com capacidades cada vez maiores.
Estatisticamente, são 1.000.000 de novos automóveis lançados ás nossas vias anualmente, a eles somam-se outros milhões de caminhonetas, ônibus e caminhões, além de carros estrangeiros.De um lado, essa produção satisfaz as necessidades humanas de conforto e locomoção rápida. D e outro, dificulta mais as soluções para o transito.
Pó causa deste grande crescimento, as autoridades de transito recorrem á Engenharia de Transito.Desenvolvida por engenheiros altamente especializados, tem por campo de estudo o volume de do tráfego, a origem e os destinos das viagens, o período do dia de maior e de menor movimento, as mãos de direção, os fluxos (anéis) da corrente de tráfego, a localização dos sinais (placas) e dos semáforos.
Além disso, os engenheiros, através dos diretores de transito, propõe ás autoridades municipais e estaduais a realizações de obras públicas com variados objetivos: proporcionar acessos mais rápidos de uma parte a outra da cidade; abrir novas ruas e avenidas ou cruzamentos.
Para a própria repartição de transito, os engenheiros propõe uma série de medidas de seguranças e proteção tanto para pedestres quanto para motoristas.
Essas medidas, além de disciplinadoras do transito, têm como objetivo maior evitar os acidentes.Nesse particular, igualam-se em importância a responsabilidade dos pedestres e dos motoristas, na observância da regulamentação fixada. As exigências, porém, são maiores com relação aos motoristas.Antes de qualquer coisa, estes devem possuir CARTEIRA DE HABILITAÇÃO, obtida após os necessários exames médicos, aulas práticas e teóricas(cfc), exames teórico e práticos. Os veículos igualmente devem estar sempre em perfeitas condições para trafegar, o que implica o bom estado dos itens de sinalização e itens de segurança entre outros.
Para toda essa gama de problemas, resulta os acidentes, que segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a segunda maior causa de morte no mundo, são os acidentes de transito, onde o Brasil liderou o RANKIN mundial, por vários anos.Calcula-se que cerca de 220 pessoas morrem por dia no transito de nosso país.
As maiores causas de acidentes no Brasil são:



90 % FALHA HUMANA



04% FALHA MECÂNICA



06% MÁ CONDIÇÕES DAS VIAS


OBS : NOS 90% DE FALHA HUMANA, A MAIOR CAUSA É O ALCOOLISMO
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fonte: novo conhecer vol x/abril cultural

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