quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Pneus Remold "(carro)




Para muitos motoristas, escolher os pneus adequados para o automóvel pode ser um tormento quase tão grande quanto ter de trocá-los quando furam. Na maioria das vezes, o preço acaba falando mais alto e se torna o fator determinante na escolha do produto. Prova disso é o incremento das vendas de pneumáticos do tipo remold, produzidos a partir da carcaça de peças usadas.

Importados ou nacionais, tais modelos já respondem por 15% do mercado de reposição brasileiro, chegam a custar até 50% mais em conta e já viraram até questão judicial. A Advocacia Geral da União (AGU) entrou com processo na Justiça do Rio de Janeiro, pedindo a suspensão da comercialização de pneus remold importados, sob o argumento de que sua entrada no país ocasiona prejuízo à saúde pública, ao direito do consumidor e ao meio ambiente, já que "são considerados lixo indesejável em países do primeiro mundo".

A AGU alega que existe uma portaria da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) impedindo a importação de pneus recauchutados, em virtude do risco que oferecem ao meio ambiente. Duas empresas importadoras recorreram e a questão foi parar no TRF da 2ª Região, que ainda não se decidiu sobre o assunto.

O uso de pneus recauchutados, apesar de causar divergências, ainda representa uma alternativa mais em conta para o consumidor. No entanto, para que sua utilização seja segura, duas condições tornam-se imprescindíveis: que o produto cumpra as especificações do fabricante; e que o seu processo de confecção tenha um bom padrão de qualidade.

Existem basicamente dois gêneros de vulcanização: o método a frio, destinado a ônibus e caminhões; e o remold, ou método quente, voltado para carros de passeio. Em ambos, a carcaça não pode ter a lona afetada _ o que, em um processo de recauchutagem de qualidade, inviabiliza o pneumático para esse fim. Nos dois tipos de reciclagem, o pneu é raspado, para que sejam corrigidas as imperfeições; e, em seguida, recebe o material sintético na banda e no acabamento.

O pneu remold é reformado de talão a talão, e não apenas na banda, como ocorre no processo de recapagem comumente usado nas borracharias. "A colocação de borracha do remold garante durabilidade superior à dos pneus recauchutados convencionais", assegura Octavio Bastos, diretor da Pneuback, uma das maiores fabricantes de pneus remold do país, com representação em onze estados brasileiros.

Otávio aguarda ansiosamente uma decisão do Inmetro que estuda a confecção de um selo de qualidade para produtos recondicionados, a partir de testes laboratoriais de resistência e de durabilidade. "O selo deve seguir parâmetros semelhantes aos dos produtos novos.

Além de garantia para o consumidor, seria fundamental para haver um controle melhor dos componentes que atualmente são vendidos no mercado", afirma.

Precauções

Independente de os pneus serem recondicionados ou novos, os técnicos alertam que vários fatores devem ser levados em conta na aquisição do produto, como adequação do modelo ao tipo de veículo, ao nível médio de carga transportada, à condução do motorista e aos trajetos e distâncias médias percorridas usualmente pelo automóvel. "Nem sempre detalhes como este são observados, havendo conseqüências diretas na segurança de motoristas e passageiros", observa Ricardo Tinoco, coordenador de pneus de passeio da Pirelli

Dicas de Conservação

1. A maneira de dirigir influencia sobremaneira no desgaste e na durabilidade dos pneumáticos. Portanto, evite arrancadas bruscas e freadas desnecessárias, procedimentos que aceleram o
desgaste da banda de rodagem.

2. Evite subir ou descer com o automóvel nas guias da calçada, em acostamentos ou outros desníveis com severidade. Pode haver cortes, quebras nos cordonéis da carcaça, resultando em separações e até estouros.

3. Os pneus têm tempo limitado de vida útil. Por isso, com o tempo, podem surgir rachaduras na banda de rodagem e nos flancos, algumas vezes acompanhadas de deformações na carcaça. São sinais de envelhecimento que traduzem a necessidade imediata de substituição.

4. O rodízio também é fundamental ajuda bastante na conservação dos componentes. A troca serve para compensar a diferença em desgaste, permitindo aumento em quilometragem e eficiência, proporcionando uma boa estabilidade, especialmente em curvas e freadas.

5. O desgaste do pneu também é provocado pelas más condições mecânicas do veículo. Por isso, o alinhamento das rodas, assim como o balanceamento, assume papel importante. Rodas desalinhadas, causam desgastes irregulares nos pneus, reduzindo lhes a vida útil. O serviço não dura mais do que uma hora nas lojas especializadas e deve ser feito a cada 10 mil quilômetros rodados.

6. A pressão dos pneumáticos, inclusive a do estepe deve ser periodicamente checada. A medição deve ser feita, de preferência, quando os pneus estiverem frios, o que diminui a margem de erro.

7. A pressão baixa ocasiona maior desgaste nas laterais dos componentes. Pode causar um aumento no nível de consumo do veículo, perda de estabilidade nas curvas, além de deixar a direção pesada.

8. O excesso de pressão, por sua vez, provoca desgaste maior no centro da banda de rodagem e propicia maior probabilidade de estouro decorrentes de impactos.

Fonte:www.emdefesadoconsumidor.com.br

" VIDA LONGA E TRÂNSITO SEGURO "oberdan alves de oliveira

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